• Anne Poly

Do teatro ao cinema, Pupila D’Água mostra como é bom ser criança

Updated: Mar 31

Anne Poly


Cena do espetáculo. / Fonte: Canal do FIL no YouTube


No último dia de espetáculos do Fil, La Casa Incierta apresentou o curta metragem Pupila D’Água, produção teatral passada para o campo cinematográfico. A trilha sonora do curto filme é envolvente e intencionalmente emotiva, acompanhando os momentos de paz e caos de forma natural. A atuação das atrizes torna a narrativa da obra ainda mais sensível e interessante. O uso do vermelho na construção do enredo guia o público a procurar elementos com essa cor ao longo do curta, na tentativa de decifrar o que ele pode significar em meio ao preto e branco do restante do cenário.


A tradução para a linguagem de sinais de cada fala trouxe uma interpretação surpreendentemente bela e inclusiva ao espetáculo. Pupila D’água atrai o olhar da audiência do começo ao fim. Todo instante tem algo que completa a narrativa. Quando todas as cores aparecem pela primeira vez, a sensação nostálgica surge, ainda que sem explicação. A produção dá saudade de ser criança, mas também faz refletir sobre o tempo que cada indivíduo ainda tem para viver. A obra está aberta a múltiplas interpretações, todas coerente e interessantes.


Roda de conversa com os diretores de Pupila D’Água. / Fonte: Canal do FIL no YouTube


Logo após o fim do espetáculo, aconteceu uma roda de conversa com os diretores de Pupila D’agua – Clarice Cardell e Carlos Laredo. O cineasta Giuliano Gerbasi e a especialista na área audiovisual Monica Klemz fizeram perguntas sobre os pormenores da apresentação e Karen Acioly conduziu a entrevista. Clarice e Carlos falaram sobre a estrutura da produção, qual seria seu significado, Clarice abordou sua experiência como atriz e diretora do curta, dentre muitas outras questões que trouxeram um simbolismo ainda maior para o filme.


A transferência de Pupila para o meio cinematográfico foi uma experiência nova para os dois diretores, que normalmente fazem parte da criação de peças teatrais. No entanto, isso é imperceptível aos olhos do público, que foi envolto por uma obra indescritivelmente bela, atemporal e única. Para assistir tanto ao espetáculo quanto ao bate-papo sobre ele, basta acessar o canal do FIL no YouTube.

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