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Ilusivo, tecnológico e apaixonante: Tékhne reimagina o uso da tecnologia para nos conectar

por João Vitor Pinheiro do Amaral, Observador FIL - ECO/UFRJ



Um espetáculo que mescla tecnologia, dança e drama em um mundo imerso na era digital. Tékhne, um projeto imaginado pela companhia Corporeidade, toca na ferida recente causada por uma realidade hiperconectada: o quão distante nos tornamos em razão da tecnologia - que deveria nos aproximar.

(Foto: Companhia Corporeidade/Acervo Pessoal)

É por meio da dança e dos recursos ilusórios da tecnologia que os intérpretes de Tékhne nos imergem nessa história, nessa narrativa amarga de que, pouco a pouco, perdemos o contato com o mundo real e concreto existente por detrás das telas de nossos dispositivos. O espetáculo nos questiona: “Será que a gente sabe o que é ou não real? Ou apenas preferimos não saber?”.


A realidade é que passamos tanto tempo nas telas de nossos aparelhos, que, muitas vezes, o que é real se torna indistinguível de sua representação. Tékhne é um chamado para os espectadores lembrarem de que ainda há um mundo por trás das telas. Que, ao baixar nossos telefones, olhemos o mundo pelas câmeras de nossos olhos e não pelas lentes de um dispositivo.


O espetáculo termina utilizando-se do mais básico símbolo de tecnologia, cabos e fios conectores. Com eles, os intérpretes promovem um ato simbólico de conexão. Tékhne é um espetáculo que nos faz refletir a respeito da maneira como introduzimos em nossa percepção o mundo digital e ilusório. Para muitos, a referência do real de que dispomos.


(Foto: Ato final/Acervo pessoal)




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