• Ana Clara Thomaz

Os espaços simbólicos da ópera Bem no meio


Fotos: acervo pessoal


Karen Acioly e Rostand Albuquerque são os responsáveis pelo fantástico cenário da ópera Bem no meio. Karen nos explicou um pouco sobre sua ideia principal ao pensar a cenografia de sua ópera.


"Imaginar é preciso. As imagens de nossa mais tenra memória, trazem afetos, sonoridades, ‘flashes’ fugidios de ternura e acolhimento. A ideia do útero, do ventre, da proteção deveria estar presente desde o início do espetáculo. Seria o “espaço feliz”, ou o espaço seguro. Imediatamente pensamos em lugares de proteção; como o ninho de um passarinho ou a concha que protege a ostra. Espaços felizes de nosso inconsciente" - Karen Acioly.


Também nos contou sobre a significado de cada peça cenográfica da ópera.


"Dessa forma, Bem teria como espaço fixo uma Concha e Gaia, um Ninho. Entre elas uma ponte inclinada, lembrando um escorrega de criança. Ao espaço do narrador, caberia um ponto. Um lugar de observação, um pouco distante da ação. Tratamos de espaços simbólicos, de poesia musicada para crianças em toda a concepção de espaço, movimento e corpo dos atores na encenação" - Karen Acioly.


Já Rostand nos contou um pouco sobre como foi o processo de criação para ele.


"Foi uma enorme surpresa o processo de criação do espetáculo 'Bem no Meio'. Primeiro: fazer um cenário sem ver ensaio, é para mim algo inesperado. Segundo: em meio a pandemia, os encontros eram feitos online, aí sim, a criação voava, tomava outros rumos com a participação de todos: Karen, Fernanda, Rico, Miriam. Por fim, tudo foi tomando forma e nasceu 'Bem no Meio', em um enorme ninho de crochê da Barbara" - Rostand Albuquerque.


Esse projeto tem como parceiros institucionais o Consulado Geral da França no Rio de Janeiro e o FIL Festival. Também conta com o patrocínio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro e Oi.

Correalização: Oi Futuro e Borogodó Empreendimentos Culturais.

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