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  • Pedro Werneck Brandão

Uma celebração à infância na II Jornada Literária

A II Jornada de Literatura Infantil e Juvenil recebeu em sua segunda mesa grandes nomes da literatura e do meio acadêmico



Por Pedro H Combas Eduardo


A II Jornada de Literatura recebeu a autora de livros infantis e juvenis Luciana Sandroni, o professor da Escola de Comunicação (ECO) da UFRJ Mário Feijó e a ilustradora e autora de livros infanto-juvenis Marília Pirilo. Essa mesa de debate foi mediada pela professora e mestre em literatura brasileira Rosa Cuba Riche.


Através da muito bem-humorada mediação de Rosa Cuba, o debate teve início com a autora Luciana Sandroni, que começou comemorando os 30 anos de seu primeiro livro: “Ludi Vai à Praia”. Luciana falou sobre como sua inspiração veio da obra de Monteiro Lobato que, desde a infância, a acompanhava por meio das leituras da mãe. Luciana contou que ao entrar na faculdade de letras teve um reencontro com os livros de Lobato e que a partir de então a literatura infantil tornou-se o centro das suas atenções. Ela deu destaque para a facilidade que Monteiro tinha em criticar a realidade através da fantasia e como eram as crianças que tinham lugar de fala nas histórias.


O debate seguiu com o professor Mário Feijó, que falou sobre o fantástico mundo dos quadrinhos e da literatura infantil. Mário foi mais um entre os convidados que revelou ser admirador de Monteiro Lobato, o professor contou sobre como seu gosto por Monteiro acabou levando ele até o mundo das adaptações literárias. Ele comentou ainda como através das adaptações conheceu os grandes clássicos da literatura e que seu preferido é "Dom Quixote das Crianças".


A próxima convidada do debate foi a ilustradora Marília Pirillo. Ela começou contando sobre a infância entre adultos e sem muitos amigos e como a biblioteca tornou-se o seu refúgio nesse período. Pirillo contou como mergulhava nos livros, não só nas palavras, mas também nas ilustrações e como esse universo tornou-se muito especial para ela. Marília falou sobre toda a sua trajetória até conseguir trabalhar com o que realmente queria e como desde nova já tinha um portfólio com suas ilustrações. Ela ainda contou sobre a experiência que teve ao estudar ilustração infantil em Sármede, na Itália e como conseguiu, dessa forma, aperfeiçoar seu trabalho.


“Os clássicos são eternos”


Já na parte final do debate, a mediadora Rosa Cuba Riche destacou a importância da literatura para todas as crianças e como os clássicos sempre são sobre questões humanas, sempre são eternos. O debate então se abriu para o público que trouxe questões sobre o mundo das releituras e que, mais uma vez, falou sobre os clássicos e como eles, independente da idade que tenham, são fundamentais para a literatura.

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