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Identidade, Memória e Resistência na Mostra de Curtas Ibero-Americanos.

Writer: anacpintofil
anacpintofil
Sep 24
2 min read


Por Nicolly Cunha

No dia 19 de setembro, no Cinema 1 do CCBB Rio de Janeiro (Centro Cultural Banco do

Brasil), aconteceu em parceria ao IberCultura Viva, a Mostra de Curtas Ibero-Americanos, como parte da programação do FIL — Festival Internacional Intercâmbio de Linguagens —, festival cultural criado pela autora e roteirista brasileira Karen Acioly, recentemente reconhecido como Patrimônio Histórico, Cultural e Imaterial do Estado do Rio de Janeiro.


O festival reafirma o seu papel central na circulação de linguagens na América Latina ao reunir 11 obras de diferentes países da região com entrada gratuita. Enquanto os corredores do festival pulsavam com o ir e vir de um público ávido por outras

atrações, a sala de cinema exibia um paradoxo revelador: apesar da gratuidade e da curadoria impecável, as poltronas permaneciam majoritariamente vazias, evidenciando uma ferida antiga da nossa cultura — a dificuldade à valorização do cinema ibero-americano.


Longe de ser um demérito do evento — que cumpre o papel inestimável de dar visibilidade a essas obras —, o esvaziamento da plateia aponta para uma necessidade de atenção à ponte que conecta esse conteúdo com o público. Produzimos filmes carregados de identidade cultural e memória, capazes de inspirar e tensionar reflexões, o que foi fortemente observado pelos espectadores no bate-papo orientado por Acioly.


O vazio da sala contrastava fortemente com a profundidade e virtude dos curtas apresentados. Obras carregadas de culturas distintas, linguagem, ancestralidade e costumes, que traduzem o imaginário e conversam diretamente com o emocional de quem as vê.


“A mostra de curtas para mim, se eu pudesse resumir em uma palavra, resumiria em comunidade. Conseguir perceber como todas essas expressões que são mostradas, estão transitando pela ideia de manutenção dessas comunidades, e como a tradição e a manutenção dessas tradições falam muito de fortalecer a ideia de comunidade, e

tudo passando por uma série de cores, músicas e ações, que fazem com que a gente se sinta próximo dessa ideia de comunidade.”, disse o artista da cena e pesquisador Homero Kaneko em entrevista após a sessão.


Por meio dos curtas, o sentimento de comunidade transparecido pelas telas se torna um

manifesto coletivo. Assistir narrativas tão fortes e de notável impacto cultural, nos lembra do poder transformador da sétima arte. Ao dar palco para que identidades, línguas e ancestralidades cruzem fronteiras na tela, o FIL reafirma que o cinema é, acima de tudo, um território vivo de escuta e comunidade. Festivais como este cumprem um papel social indispensável de resistência ao manter essas janelas abertas, e reafirmando que a cultura não é apenas um espetáculo passageiro, mas a base indispensável para a construção de identidades e futuros mais plurais e conectados.

 
 
 

14 Comments

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Amanda
Oct 02
Rated 5 out of 5 stars.

Parabéns pela matéria! Um trabalho muito bem desenvolvido, com uma abordagem interessante e relevante. Arrasou, sucesso! ✨

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Guest
Sep 28
Rated 5 out of 5 stars.

Muito bom, parabéns!!👏🏻👏🏻

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Guest
Sep 28
Rated 5 out of 5 stars.

Parabéns, a metéria está bem escrita e muito bem desenvolvida. 👏🏻

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Guest
Sep 27
Rated 5 out of 5 stars.

👏👏

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mafe
Sep 26
Rated 5 out of 5 stars.

Muito bem escrito!!!! 👏

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