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  • Pedro Werneck Brandão

A história do Barquinho Amarelo

Updated: Oct 23, 2019

"A arte não é algo estático. Tampouco a vida. Toda criança interior sobrevive aos passar dos anos. Se aloja dentro de cada um de nós e viaja no tempo, ora silenciosa, ora falante.” motivações por trás da produção e desenvolvimento de arte para crianças


Registro de uma das apresentações do coletivo Eranos (Foto: Julian Cechinel)

Por Gabriela Alhadeff


Eranos- Círculo de Artes é o grupo responsável pela atração “O Barquinho Amarelo”, que estará presente no FIL deste ano e que, dentre outras coisas, pesquisa a arte para a infância e busca produzir conteúdo que interesse aos mais novos. Porém, “Barquinho Amarelo” se distingue das demais produções do grupo por ter um significado especial para a idealizadora do projeto, Sandra Coelho, que tem um envolvimento pessoal com o livro homônimo de Iêda Dias da Silva que inspirou a peça. Em uma postagem no site oficial do coletivo, a artista conta que além de se identificar intimamente com a história, esse também teria sido o seu primeiro livro escolar.


“De uma maneira inexplicável, uma pessoa fez um livro sobre a minha vida, ou sobre grande parte dela. A minha descoberta do mundo aconteceu através das brincadeiras com elementos da natureza, assim como os personagens do livro. Anos me separam daquela primeira vivência. O livro é uma ponte que me conecta, é um caminho que percorro sempre que desejo voltar aquele tempo", escreveu a criadora ao esclarecer suas inspirações.


Espetáculo com sombras do grupo (Foto: Kamila Souza)
"A arte não é algo estático. Tampouco a vida. Toda criança interior sobrevive aos passar dos anos. Se aloja dentro de cada um de nós e viaja no tempo, ora silenciosa, ora falante.”

Sandra ainda termina essa seção da postagem afirmando a relevância de se tentar entender o público infantil para que um espetáculo chame a atenção e retenha o interesse das crianças e de quem ainda traz a criança dentro de si:


“Fazer teatro para crianças significa ir muito além do entretenimento. A criança é um ser em totalidade e precisa ser considerada desta maneira. Quando eu e meu grupo pensamos em arte para elas, pensamos necessariamente em um lugar de IMAGINAÇÃO, onde as cenas, o palco, os atores, a dramaturgia contenham um espaço para que ela comungue conosco daquela experiência, ou seja, participe ativamente de alguma maneira, seja contemplando, falando, sussurrando ou indo embora quando desejar. [...] O que move o Barquinho Amarelo é a vontade de viajar pelos caminhos do tempo – ontem e hoje. Pais e filhos, antigo e novo, orgânico e digital, água e continente. A arte não é algo estático. Tampouco a vida. Toda criança interior sobrevive aos passar dos anos. Se aloja dentro de cada um de nós e viaja no tempo, ora silenciosa, ora falante.”


FICHA TÉCNICA

Direção: Leandro Maman. Elenco: Sandra Coelho e João Freitas. Dramaturgia: Sandra Coelho e Leandro Maman. Bonecos: João Freitas e Leandro Maman. Ambientação Sonora: Hedra Rockenbach. Coreografias: Mauro Filho. Figurinos e Cenário: o Grupo. Design de projeção: Leandro Maman. Execução de figurinos: Angela Borges. Assessoria de Imprensa: Prosa Cultural. Livremente inspirado no livro homônimo de Iêda Dias da Silva, ilustrado por Maria Augusta Roque da Silveira.



Fique ligado!

No dia 12/10 às 14:30 e 15:30 no Espaço Cultural Sérgio Porto, Humaitá.

Meia entrada: R$ 25,00

Inteira: R$ 50,00

Para comprar os ingressos é só acessar https://www.fil.art.br/o-barquinho-amarelo


Espero você lá!

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Álbum FIL Maravilhas

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