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A semente de Babauzinha vive em cada criança

Por Eduardo Ribeiro


O sonho de uma criança pode impactar todas as outras. O trabalho de um pequeno assistido por outro é convite para a infância entrar na arte. Já na entrada, quando entrevistei o público, Babauzinha provou o seu magnetismo. Muitas foram as pessoas que me responderam não conhecer a peça, mas que acharam a sinopse única. A arte pode nos puxar pela curiosidade. Já na plateia, o público mergulhou no mundo da Babauzinha.


Uma criança talentosa e divertida protagoniza, junto com seus fantoches, uma peça que logo fisga tanto os pequenos como os adultos. Ana Gomide, menina de 10 anos que esbanja carisma e desenvoltura, se encarrega de introduzir os presentes à arte do Babau. Sentados no chão, logo na primeira fileira, todos riam juntos e interagiam com as perguntas dos personagens (todos interpretaria unicamente por ela). Um verdadeiro jogo de cena e imaginação, mantendo viva a tradição do teatro popular nordestino.


Quem também ensina, mas fora de cena, é a mãe de Ana, Maria Gomide, que dirige a apresentação. Segundo Maria, o espetáculo é fruto da criação de Ana como artista. Dirigir sua filha é formar consciência sobre o que é ser artista no Brasil e os desafios que isso traz.


Não só a protagonista aprende sobre a arte brasileira, mas todos os presentes. É uma lição que fica plantada em cada criança que a assistiu. Babauzinha inspira e expira o futuro artístico do país. Pelos relatos ouvidos ao final, fica claro - a semente de futuras plateia e futuros atores mirins germinou. “É a segunda vez que você vem ver Babauzinha, filha! Você quer ser igual a Ana?”. A criança sorri para a mãe e concorda com a cabeça.


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