• Dora Lutz

Alex Gomes nos conta sobre a sua trajetória na literatura

Updated: Mar 25


Alexandre de Castro Gomes é escritor, mestrando em Teoria da Literatura e Literatura Comparada pela UERJ, especialista em Literatura Infantil e Juvenil, autor de cerca de quarenta livros de literatura publicados no Brasil e no exterior e participante da Mesa "Monstros, medos e outras criaturas" no dia 26/03, sexta-feira, às 18h. Convidamos o autor a falar um pouco mais sobre suas obras e seu percurso literário.


No seu site, conta que você já escreveu 39 obras e ainda tem 10 futuros lançamentos. Qual obra você mais gostou de produzir e por que?


Essa é a pergunta mais difícil de responder. Difícil porque cada obra carrega um pouquinho de mim. São histórias com as quais eu me envolvi bastante. Namorei essas personagens, essas rimas... Foram por algum tempo só minhas, de mais ninguém. Até que viraram livros e ganharam o mundo, afetando cada leitor de maneira diferente, como era para ser. Todas elas me proporcionaram lindos momentos. Cada uma delas nasceu como uma ideia extraordinária. Sou orgulhoso de todas, até das mais singelas. Mas para não te deixar sem resposta, a última história é sempre aquela que está mais fresca na cabeça da gente. Hoje estou muito feliz com o livro “Procura-se o Curupira”, com ilustras da Cris Alhadeff, publicado pela editora Escarlate. É meu último rebento de papel.


Você lançou seu primeiro livro com quase 40 anos. Por que você começou a escrever obras literárias para o público infanto-juvenil e qual foi sua inspiração?


Por incrível que pareça, eu comecei escrevendo minicontos de terror como diversão. Depois vi um livro de LIJ de um amigo da Cris Alhadeff e fiquei com vontade de experimentar para aquele público. Na época, nós namorávamos e queríamos trabalhar juntos. Ela tinha um traço lindo para o desenho e resolvemos tentar publicar um livro nosso. Assistimos a uma entrevista com o Eliardo e a Mari França e concluímos que se era possível para eles viverem de literatura, então seria possível para a gente também. Não parecia tão difícil. Descobrimos depois que era dificílimo, mas muito prazeroso.


Em jornalismo, costumamos usar a expressão "bloqueio criativo" para quando perdemos o poder de criação. De onde você extrai tantas ideias para a produção da literatura infanto-juvenil?


Acho que as ideias surgem quando a gente está aberto para elas. Basta observar a vida à nossa volta. Captar frases, expressões, histórias alheias. O escritor tem sempre que ser um curioso. Pesquisar catálogos, não para ver o que as editoras têm, mas o que elas não têm. Gosto de pesquisar livros antigos. De saber o que era publicado antes, o que mudou para os nossos dias.




Perguntas elaboradas por Larissa Carvalho, Luana Brandão, Zé Mário e Karen Acioly


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